O empresário João Amoêdo, fundador e ex-presidente do Novo, anunciou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Apesar das críticas à gestão petista, ele avalia que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) representaria um risco maior para o Brasil.
Amoêdo lamentou a falta de alternativas políticas competitivas fora do petismo e do bolsonarismo. Segundo ele, a disputa tem sido marcada pela rejeição aos candidatos, em vez da escolha baseada em propostas. O empresário classificou o cenário como de *** “frustração e preocupação” * e afirmou que o pleito será definido pela rejeição, e não pela escolha.
Entre as críticas a Lula, o empresário citou a condução das contas públicas, a polarização política e as indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, a campanha deixou em segundo plano a discussão de propostas e de projetos para o futuro do país.
Apesar das ressalvas ao atual governo, Amoêdo disse não considerar Flávio Bolsonaro preparado para a Presidência. Ele questionou a *** “postura, credibilidade e competência” * do senador e mencionou episódios e acusações envolvendo o parlamentar. Também apontou a possibilidade de o candidato buscar um indulto para o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na avaliação do empresário, uma vitória de Lula permitiria uma renovação política em 2030, quando o petista deverá encerrar seu atual ciclo presidencial. Amoêdo também considera que a oposição no Senado poderia limitar a atuação do governo.
Em contrapartida, ele avalia que Flávio Bolsonaro poderia contar com uma base política mais ampla, incluindo apoio na Câmara dos Deputados, no Senado e em governos estaduais. Esse cenário, segundo Amoêdo, ampliaria a influência do grupo bolsonarista.
Mesmo declarando voto em Lula, o empresário afirmou que manterá uma postura crítica, independentemente do resultado. *** “Serei oposição a qualquer um dos dois que vier a ser eleito, mas, entre a irritação com um novo governo Lula e o risco que representa um governo Bolsonaro, fico com a primeira opção”, * declarou.
Esta é a segunda vez que Amoêdo manifesta apoio a Lula em um segundo turno contra um candidato ligado ao bolsonarismo. Em 2022, ele também declarou voto no petista, afirmando que seria *** “ingênuo” * considerar que um segundo mandato de Jair Bolsonaro não representaria uma ameaça à democracia.
Na ocasião, a decisão provocou consequências dentro do Novo, que suspendeu a filiação do empresário. O partido, no entanto, havia liberado seus integrantes para votar de acordo com a própria consciência e os princípios da legenda.