O policial militar Renato Franco Lopes, conhecido como “Pitbull” ou “Fantasma”, foi preso em agosto de 2026, suspeito de participação no assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, morto a tiros em 26 de fevereiro de 2024, no Rio de Janeiro.
A investigação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro identificou indícios do envolvimento do agente por meio da análise de dados telemáticos e do rastreamento do celular utilizado por ele.
Segundo a apuração, o aparelho chegou à Avenida Marechal Câmara, onde ocorreu o crime, às 13h50 do dia do assassinato, e permaneceu na região até aproximadamente 17h15. Às 18h31, voltou a se conectar a uma antena em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde também teria sido localizado o Gol branco usado na fuga.
Na época, Lopes estava na ativa e era lotado no 15º Batalhão da Polícia Militar, em Duque de Caxias.
Crespo tinha 42 anos e foi morto quando saía do escritório para fazer um lanche nas proximidades da sede da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ). De acordo com testemunhas, um homem encapuzado chamou o advogado pelo nome e disparou várias vezes antes de fugir em um carro.
Além da atuação profissional, Crespo defendia o advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em uma disputa judicial envolvendo uma mansão em Angra dos Reis, no litoral fluminense. O caso também envolve o jogador Richarlison, atacante do Tottenham, da Inglaterra.
De acordo com informações divulgadas pelo colunista Guilherme Amado, do portal Metrópoles, Crespo assumiu a defesa de Tomaz após a saída de Luis Felipe Salomão, filho do corregedor nacional de Justiça.