Publicações antigas do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, mostram críticas ao Bolsa Família. Em mensagens publicadas entre 2011 e 2013, quando era deputado estadual no Rio de Janeiro, ele associava o programa à dependência dos beneficiários e à manutenção de apoio político ao PT.
As postagens foram apagadas, mas recuperadas por meio de uma base histórica de redes sociais. Em uma delas, o parlamentar afirmou que “o PT perpetua a pobreza com o bolsa-farelo”, em referência ao programa federal de transferência de renda.
Em outra publicação, de 25 de agosto de 2011, Flávio comentou a aprovação de um reajuste do benefício com a frase “Financiamento púb de campanha do pt!”, relacionando a medida ao financiamento de campanhas eleitorais.
Atualmente, o senador afirma que, se eleito, pretende manter o Bolsa Família. A discussão voltou à tona após uma declaração de Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico de sua campanha, em entrevista à CBN Bahia.
Segundo Daniella, uma eventual gestão de Flávio criaria uma regra de transição de dois anos para beneficiários que ingressassem no mercado formal de trabalho. Nesse período, eles continuariam recebendo o benefício e teriam retorno automático ao programa caso perdessem a fonte de renda.
A proposta também prevê a criação de um Ministério da Prosperidade, que ofereceria crédito e capacitação profissional para estimular a autonomia financeira e a saída voluntária dos beneficiários do programa.