A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, lidera os gastos de campanhas eleitorais no Brasil. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a empresa recebeu R$ 282,4 milhões entre agosto e 14 de outubro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno presidencial contra Lula (PT), declarou R$ 7,5 milhões em pagamentos diretos ao Facebook. O petista informou R$ 2,6 milhões. Os valores são parciais e correspondem ao impulsionamento de conteúdo nas redes sociais.
A empresa também enfrenta acusações de favorecer perfis bolsonaristas e prejudicar publicações petistas. O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma apuração sobre a retirada de conteúdos da campanha de Lula.
O NetLab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apontou indícios de anúncios políticos pagos no exterior, enquanto a ONG Sleeping Giants Brasil identificou possíveis vantagens a perfis bolsonaristas na distribuição de vídeos.
Em reportagem publicada na sexta-feira (16), a Folha de S.Paulo revelou que documentos internos indicariam que funcionários da Meta conheciam restrições no sistema que teriam limitado a campanha petista.
A Meta negou interferência nas eleições e classificou os episódios como “incidentes técnicos”. Segundo a empresa, o problema afetou milhares de anunciantes em diferentes países e foi solucionado após a reversão de uma atualização de código.