O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desistiu de transmitir ao vivo a execução de Nidal Hasan, ex-major do Exército americano condenado pelo massacre de Fort Hood, no Texas, em 2009. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (15), em publicação na rede social Truth Social.
A execução, prevista para 3 de dezembro, está mantida e deverá ocorrer por pelotão de fuzilamento na própria base militar de Fort Hood. A transmissão, inicialmente planejada pelo Pentágono, foi cancelada após uma série de críticas nos Estados Unidos e no exterior.
Trump havia defendido que a exibição poderia funcionar como forma de dissuasão. No entanto, reconheceu a resistência de pessoas que não desejam assistir à morte do condenado. Familiares das vítimas poderão acompanhar a execução presencialmente.
A proposta de transmitir a execução provocou controvérsia entre políticos, apoiadores de Trump e representantes religiosos. O senador republicano Thom Tillis comparou execuções públicas a práticas adotadas por regimes como os do Irã e do Afeganistão.
O arcebispo Paul Coakley, presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, também se manifestou contra a iniciativa. Os críticos argumentaram que a transmissão contrariava os valores americanos.
A sentença de morte foi imposta por um júri militar em 2013. Segundo Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, Trump autorizou a execução em 5 de outubro.
O caso também chama a atenção por representar a primeira execução militar nos Estados Unidos desde 1961. O uso de pelotões de fuzilamento em execuções militares é uma prática rara no país.
Em 5 de novembro de 2009, Hasan, ex-psiquiatra do Exército, abriu fogo em um centro de preparação de soldados na base de Fort Hood. O ataque deixou 13 mortos e 32 feridos, segundo informações divulgadas pela agência AFP.
Entre as vítimas, 12 mortos e 30 feridos eram militares. Hasan foi baleado por policiais durante a ocorrência e ficou paralisado da cintura para baixo.
Durante o julgamento, ele representou a si próprio, não convocou testemunhas e não apresentou defesa. O caso tornou-se um dos episódios mais graves de violência em uma instalação militar americana.