O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, por 5 votos a 2, nesta quinta-feira (24), o recurso do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) contra o indeferimento de sua candidatura ao Governo do Distrito Federal.
Com a decisão, foi mantido o entendimento do TRE-DF de que Arruda permanece inelegível. O registro havia sido negado por causa de condenações por improbidade administrativa relacionadas à Operação Caixa de Pandora.
O relator, ministro Dias Toffoli, votou pela manutenção do indeferimento e foi acompanhado por Ricardo Villas Bôas Cueva, Sebastião Reis Júnior, André Mendonça e Kássio Nunes Marques.
Os ministros Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha divergiram e votaram pelo deferimento da candidatura.
Segundo Toffoli, mesmo diante das controvérsias sobre a interpretação da Lei Complementar 219/2025, permanece uma condenação colegiada capaz de configurar causa de inelegibilidade.
Após o julgamento, o advogado José Eduardo Cardozo afirmou que a defesa ainda avalia a possibilidade de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante a sessão, Cardozo declarou:
“Na dúvida, que prevaleça a democracia. Que se deixe o voto decidir, em última instância.”
A defesa sustenta que houve erro na interpretação adotada pela Justiça Eleitoral.
A decisão ocorreu um dia após a divulgação de pesquisa Quaest sobre a disputa pelo GDF.
No cenário com todos os candidatos, Celina Leão aparece com 33% das intenções de voto, seguida por Leandro Grass, com 21%, e Arruda, com 17%.
Com o julgamento, o TSE mantém o indeferimento do registro da candidatura e a situação eleitoral de Arruda fica ainda mais restrita para a disputa pelo Governo do Distrito Federal.
Da redação do 40 Graus.