Ataque em mercado de Caraz deixa cinco feridos; polícia prende suspeito, enquanto investigação apura possível motivação para o assassinato de Susy Aponte
A jornalista e candidata ao governo regional de Áncash, no Peru, Susy Aponte, de 44 anos, foi assassinada a tiros no sábado (19), durante um ato de campanha eleitoral em um mercado de Caraz.
Conhecida como “La China Polo”, Aponte fazia campanha ao lado de simpatizantes quando um homem armado abriu fogo. O ataque também deixou cinco pessoas feridas, encaminhadas para atendimento médico.
A Polícia Nacional do Peru informou a prisão de um cidadão de nacionalidade venezuelana suspeito de envolvimento no crime. A arma utilizada no ataque também teria sido apreendida durante a ação policial.
O assassinato ocorreu a poucas semanas das eleições regionais e municipais, marcadas para 4 de outubro, nas quais Aponte concorria pelo movimento Socios por Áncash.
Além da política, Aponte mantinha o portal “China Polo Dominical”, no qual publicava denúncias e investigações sobre supostas irregularidades, corrupção, crime organizado e problemas envolvendo autoridades e instituições públicas.
Dias antes do assassinato, a jornalista havia relatado nas redes sociais que estava recebendo ameaças que, segundo seu relato, teriam origem em estabelecimentos prisionais. A informação passou a integrar o contexto investigado pelas autoridades.
O Conselho da Imprensa Peruana pediu uma investigação rigorosa para esclarecer as circunstâncias e a motivação do homicídio. A entidade afirmou: “É necessário que se esclareçam os motivos do homicídio.”
A Defensoria do Povo do Peru também manifestou preocupação com o assassinato e cobrou uma investigação célere, além do reforço das medidas de proteção para candidatos durante o processo eleitoral.
As autoridades continuam investigando o caso para determinar quem ordenou o ataque, quais foram as circunstâncias e se o assassinato teve relação com a atividade jornalística, a campanha eleitoral ou outras denúncias feitas pela vítima.
Fontes consultadas: UOL/AFP, RPP, El Comercio, El País, Defensoria do Povo do Peru e imprensa peruana.