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Abin acende alerta e aponta risco “crítico” de pressão dos EUA nas eleições de 202
Relatório reservado enviado ao TSE e ao governo aponta escalada da pressão de Washington sobre o Brasil e relaciona movimento à disputa por influência na América Latina.
19/09/2026 15h18
Por: F. Silva Fonte: Com informações do BNews

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) classificou como “nível crítico” o risco de influência e interferência externa dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro de 2026.

O alerta consta de um relatório reservado encaminhado, no fim de agosto, à Presidência da República, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério da Justiça. A informação foi revelada pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

Segundo o documento, existe uma “tendência de escalada de pressão sobre o Brasil”, acompanhada de uma “intensificação seletiva e reconfiguração da pressão exercida pelos EUA”.

A análise da inteligência brasileira relaciona esse movimento à estratégia do governo de Donald Trump de reafirmar a influência dos Estados Unidos na América Latina e limitar o avanço de potências rivais, especialmente a China

O relatório também considera o impacto de sanções financeiras e comerciais adotadas pelos Estados Unidos contra brasileiros e empresas brasileiras, apontando possíveis efeitos sobre operações internacionais, acesso ao dólar e relações com instituições financeiras. 

Outro ponto destacado pela Abin envolve declarações e iniciativas do governo norte-americano relacionadas ao cenário político brasileiro e às eleições de 2026.

O documento, porém, não afirma que o resultado eleitoral brasileiro tenha sido alterado pelos Estados Unidos. O alerta trata do risco e da possibilidade de influência externa sobre o ambiente político e eleitoral.

O diagnóstico coloca a relação entre Brasil e Estados Unidos no centro das preocupações estratégicas durante o período eleitoral e amplia o debate sobre soberania nacional, pressão internacional e interferência estrangeira.

A avaliação da Abin ocorre em meio ao aumento das tensões entre Brasília e Washington, envolvendo questões comerciais, diplomáticas, financeiras e geopolíticas.

Da redação do 40 Graus.