A nova fase da Operação Overclean provocou reação no meio político baiano. A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) ironizou o ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), após a divulgação de informações sobre a investigação da Polícia Federal.
“Sujou para o amigo do Rei do Lixo!”, afirmou Aladilce, em referência ao empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo” e alvo da operação.
Segundo informações divulgadas sobre a investigação, a PF apura suspeitas de fraudes em licitações, direcionamento de contratos e possível atuação de empresários em negócios com o poder público. A nova fase mira contratos da Educação de Belo Horizonte que ultrapassam R$ 80 milhões.
A investigação também alcança o ex-secretário de Educação Bruno Barral, que ocupou o mesmo cargo em Salvador durante a gestão de ACM Neto e posteriormente em Belo Horizonte.
De acordo com as informações divulgadas, a PF investiga se a indicação de Barral para a secretaria mineira teria relação com contratos envolvendo empresas ligadas aos empresários José Marcos de Moura e Alex Parente.
Outro ponto citado nas apurações são os contatos entre ACM Neto e José Marcos de Moura. Segundo reportagens sobre o inquérito, a PF identificou comunicações frequentes entre os dois durante o período investigado.
Para Aladilce, o episódio levanta questionamentos sobre as relações políticas e empresariais do grupo ligado ao ex-prefeito.
“É essa pessoa que quer governar a Bahia, correndo o risco de levar toda essa sujeira para os contratos com a administração estadual”, afirmou a vereadora.
A Polícia Federal chegou a solicitar autorização para realizar busca e apreensão relacionada a ACM Neto. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente, mas o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou a medida por considerar insuficientes os fundamentos apresentados.
A decisão, porém, não encerrou as apurações. ACM Neto é citado na investigação, mas não foi alvo das buscas realizadas na nova fase da operação
Em manifestação pública, o ex-prefeito nega envolvimento em irregularidades e classificou a divulgação das informações como uma tentativa de interferência no processo eleitoral, com “factoides e insinuações mentirosas”.
Com informações do Metrópoles.