Durante sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15), o ministro Gilmar Mendes criticou a rapidez na análise de um processo que tratava do afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.
Segundo Gilmar, ele pediu vista do processo às 10h01, mas Kassio Nunes Marques já havia apresentado seu voto. Poucos minutos depois, Luiz Fux também havia votado.
"Às 10h04 o ministro Cássio já tinha votado. Eram 22 páginas de fundamentação. Às 10h06 o ministro Fux já tinha votado", relatou.
O ministro afirmou que a experiência na magistratura o fez perceber o risco de uma decisão de grande impacto institucional sem uma análise mais cuidadosa.
"Qualquer cidadão que tenha o mínimo de noção do que significa a Polícia Federal, que é um órgão armado, submetido à hierarquia, não faria afastamento de um Diretor-Geral da Polícia Federal", declarou.
Gilmar comparou o cargo de diretor-geral da PF ao comando de outras instituições estratégicas.
"É como afastar o diretor... o presidente da NASA. Ou tirar o comandante do Exército. Não se faz!", afirmou.
O ministro também criticou o impacto que, segundo ele, uma medida desse tipo poderia causar à instituição.
"Submeter uma instituição, que já vive todos os problemas que tem, a este tipo de vexame é de uma falta de noção, de uma gravidade que eu jamais vi", disse.
Em seguida, Gilmar encerrou o comentário e retomou a discussão no plenário: "Mas vamos prosseguir, vamos prosseguir."
Da Redação...