Apesar dos recursos robustos do fundo eleitoral, os pré-candidatos alternativos à polarização Lula/Bolsonaro enfrentarão dificuldades para crescer nas campanhas. Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB) e Luciano Bivar (UB), estão lidando com divisões internas, palanques duplos e até esvaziamento dentro de seus próprios partidos.
Entre os principais obstáculos a serem vencidos pelos três estão a debandada de aliados, conquistar palanques fiéis nos estados e conseguir mobilizar uma militância que consiga medir forças com apoiadores do presidente e do ex-presidente, dois líderes com uma ampla base social.
Do trio, Ciro é o único que já apresenta militância mais orgânica, fruto de quatro disputa à Presidência. No entanto, o pedetista ainda possui palanque fraco na maioria dos estados.
Simone Tebet (MDB), enfrenta dissidências dentro do próprio partido, além de conflitos com possíveis alianças entre PSDB e Cidadania, demais partidos integrantes das negociações para a terceira via. Apesar do nome leve, Tebet ainda não consegue engajar aliados.
Já Luciano Bivar, pré-candidato do União Brasil, vai para a eleição como a legenda mais rica do país, com um fundo de financiamento de campanhas estimado em R$ 770 milhões. Mas não é conhecido pelo eleitorado e nem possui engajamento nas redes sociais.
Fonte: BNews.