A investigação da Polícia Civil de São Paulo aponta o deputado federal Mario Frias (PL) como um dos principais personagens de um suposto esquema envolvendo emendas parlamentares, fraude contratual, uso irregular de verbas públicas e lavagem de dinheiro.
O documento teve o sigilo derrubado neste domingo (13) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. Os investigadores analisaram movimentações financeiras relacionadas a Frias, ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), à empresa Complexsys e à Academia Nacional de Cultura (ANC).
Segundo a investigação, Frias teria destinado recursos públicos ao ICB, administrado pela empresária Karina Gama, que também é sócia da Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O instituto teria contratado empresas para a realização de serviços técnicos. No entanto, os investigadores apontam que parte dos valores recebidos teria sido posteriormente repassada à própria entidade, levantando suspeitas sobre a finalidade das operações.
Na decisão, Flávio Dino afirmou que existem “fortes indícios de uma única organização criminosa” estruturada para captar, distribuir e ocultar recursos públicos.
O ministro também determinou que a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo encaminhe à Polícia Federal todo o material extraído dos celulares dos investigados, apreendidos durante uma operação realizada em junho.
A assessoria de Mario Frias foi procurada para comentar as acusações. Até a publicação deste texto, não havia manifestação do deputado. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
Da redação do 40 Graus.