Uma projeção eleitoral divulgada pelo perfil DiPolítica, no Instagram, aponta cenários diferentes para quatro candidaturas ligadas ao Oeste da Bahia na disputa por vagas na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) nas eleições de 2026. Pelos números apresentados pela página, Antônio Henrique Júnior (PV), o Toinho, e Jusmari Oliveira (PSD) aparecem atualmente dentro da faixa projetada de eleição, enquanto Cintya Marabá (PL) e Bete de Zé de Agdônio figuram em disputas mais apertadas dentro de suas respectivas chapas.
Os números são estimativas divulgadas pelo perfil e não representam pesquisa de intenção de voto nem resultado eleitoral. A definição das cadeiras para deputado estadual ocorre pelo sistema proporcional, no qual são considerados, entre outros fatores previstos na legislação, os votos obtidos pelos partidos e federações e o desempenho individual dos candidatos. O Tribunal Superior Eleitoral explica as regras aplicáveis à eleição proporcional.
Projeções no Oeste colocam Toinho entre os nomes do PV
De acordo com os dados divulgados pelo DiPolítica, Antônio Henrique Júnior aparece com projeção de 55 mil votos. O parlamentar ocupa atualmente mandato na Assembleia Legislativa da Bahia e está filiado ao PV. A própria ALBA registra que ele foi eleito para o mandato de 2015 a 2019 e reeleito para os períodos de 2019 a 2023 e de 2023 a 2027.
Na projeção apresentada pela página, Toinho figura na 14ª posição, considerando um cenário de 18 cadeiras projetadas para a chapa. Dessa forma, pelos cálculos apresentados pelo perfil, estaria dentro da faixa de eleição.
A estimativa, entretanto, deve ser interpretada como fotografia de um cenário projetado. O desempenho dos demais candidatos e a votação total obtida por cada partido ou federação têm influência direta na distribuição das cadeiras.
A deputada estadual Jusmari Oliveira (PSD) também aparece com estimativa de 55 mil votos. Segundo a projeção divulgada, ela ocuparia a última das 10 cadeiras atribuídas ao PSD nesse cenário.
Jusmari integra atualmente a Assembleia Legislativa e consta na relação oficial de parlamentares do PSD disponibilizada pela Casa.
Embora apareça dentro da faixa projetada de eleição, sua posição seria mais próxima da linha de corte, o que mantém a disputa dependente do desempenho geral da legenda e dos demais candidatos.
Para Cintya Marabá, o cenário apresentado é mais apertado. A candidata aparece com 50 mil votos estimados e na disputa pela sexta cadeira do PL, segundo os números divulgados pelo DiPolítica.
Nesse caso, além da votação individual, ganha peso a concorrência entre candidatos da própria legenda. Como as eleições para deputado estadual seguem o sistema proporcional, uma votação expressiva de determinado candidato pode alterar a composição interna dos eleitos pelo partido.
O TSE esclarece que, nesse sistema, as cadeiras são inicialmente distribuídas entre partidos e federações conforme a votação alcançada e posteriormente preenchidas pelos candidatos mais votados das respectivas listas, observadas as regras eleitorais.
Bete de Zé de Agdônio aparece, segundo a projeção apresentada, com estimativa de 30 mil votos no cenário envolvendo MDB/Cidadania.
Os cálculos divulgados apontam duas cadeiras para o grupo e uma disputa mais acirrada pela segunda posição, além da possibilidade de uma eventual terceira vaga, dependendo do desempenho eleitoral da chapa.
Assim como ocorre com Cintya Marabá, a situação coloca Bete em uma faixa na qual o desempenho dos demais candidatos da própria composição partidária pode ser determinante para a conquista de uma cadeira.
Cenário ainda pode mudar até as urnas
As projeções permitem observar o grau de competitividade das candidaturas neste momento, mas não devem ser interpretadas como previsão definitiva do resultado das urnas.
No sistema proporcional, não basta considerar isoladamente quantos votos determinado candidato pode receber. O resultado depende também da votação acumulada pelo partido ou federação e da distribuição das cadeiras, conforme as regras estabelecidas pela legislação eleitoral.
Por isso, Toinho e Jusmari aparecem em situação mais confortável dentro do cenário apresentado pelo DiPolítica, enquanto Cintya Marabá e Bete de Zé de Agdônio permanecem diretamente envolvidas na disputa pelas últimas vagas projetadas de suas chapas.
A eleição, contudo, será definida exclusivamente pelo voto dos eleitores e pela aplicação das regras do sistema proporcional após a apuração.