Mensagens apreendidas pela Polícia Federal (PF) nas investigações sobre o Banco Master apontam que um funcionário de Daniel Vorcaro atribuía ao banqueiro a propriedade da PixBet e uma participação de 25% na SAF do Atlético-MG.
Os diálogos, revelados pela revista Veja, ocorreram em 3 de outubro de 2024, entre Marilson Roseno da Silva, ex-escrivão da PF apontado como integrante do grupo conhecido como “A Turma”, e um contato identificado como “Pk Caiava”.
Em um áudio, Marilson afirma que a PixBet pertenceria ao “chefe lá de São Paulo”, em referência atribuída pelos investigadores a Vorcaro. Ele também menciona uma possível mudança no patrocínio do Atlético-MG.
“Sabe de quem é essa PixBet aí? Do chefe lá de São Paulo. Que tem 25% do Galo. Aliás, o patrocínio vai até mudar lá. Acho que no ano que vem vai ficar PixBet. É dele.”
Questionado sobre quem seria o homem citado, Marilson responde:
“É o Daniel Vorcaro, pô, que comprou 25% lá. É a SAF.”
As conversas também citam Felipe Mourão, conhecido como “Mexirica” e “Sicário”, apontado pela PF como aliado de Vorcaro.
Outro conjunto de mensagens trata da relação do banqueiro com o Atlético-MG. Segundo os investigadores, Vorcaro teria ajudado a conseguir ingressos VIP para os filhos do ministro Alexandre de Moraes durante uma partida entre Atlético-MG e Grêmio, em maio de 2024.
O episódio é considerado pela PF como um elemento na apuração sobre a proximidade entre Vorcaro e Moraes. O ministro também é citado em razão de um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa.
Em novembro de 2025, o Atlético-MG anunciou o afastamento de Vorcaro da SAF, alegando impedimentos para o exercício regular de suas funções.
Da redação do 40 Graus.