O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, que o plenário analise conjuntamente, na sessão extraordinária de terça-feira (15), as suspeitas levantadas contra ele e os questionamentos sobre a atuação do ministro André Mendonça nas investigações relacionadas ao Banco Master. As informações são do jornal O Globo.
No pedido, Moraes afirmou que Mendonça selecionou os documentos que tiveram o sigilo retirado. Segundo ele, outros 180 documentos permanecem sob sigilo.
Moraes também citou uma decisão anterior de Fachin, na qual o presidente do STF reconheceu a existência de conexão entre os procedimentos. Para Fachin, a tramitação separada dos casos poderia provocar “decisões contraditórias e tumulto processual”.
A sessão de terça-feira foi convocada inicialmente para analisar a Petição 16.662, que reúne um relatório da Polícia Federal, elaborado por determinação de Mendonça. O documento contém mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, com referências a Moraes.
Já os questionamentos sobre a atuação de Mendonça estão na Petição 16.704, que ainda não havia sido incluída na pauta do plenário.
Para Moraes, a análise separada dos dois procedimentos poderia prejudicar a avaliação do conjunto dos fatos pelos ministros do Supremo.
Nos bastidores, parte dos ministros do STF também defendia que os dois capítulos da crise fossem examinados conjuntamente. Havia ainda o alerta de que um ministro poderia apresentar pedido de vista caso a sessão ficasse restrita ao relatório com as mensagens atribuídas a Vorcaro.
Da redação do 40 Graus.