Um grave acidente marcou a etapa do China GT, realizada neste sábado (5), em Xangai. O piloto Ollie Millroy ficou preso dentro de uma Ferrari que pegou fogo após uma forte colisão durante a corrida.
Millroy sofreu cinco fraturas nas costelas, além de lesões na clavícula, na mão e em um dedo. Ele também teve uma contusão pulmonar.
O acidente aconteceu cerca de 20 minutos após a largada. Neil Verhagen e David Chen disputavam uma posição quando os carros se tocaram e perderam o controle.
Os veículos deslizaram pela pista e atingiram lateralmente a Ferrari de Millroy, que começou a pegar fogo após o impacto. A direção da prova acionou a bandeira vermelha e interrompeu a corrida.
Ao perceber o incêndio, o piloto Loek Hartog parou seu carro, pegou um extintor e correu até o veículo em chamas.
Hartog conseguiu controlar o fogo e retirar Millroy do cockpit. Segundo o piloto resgatado, a intervenção foi decisiva para que ele sobrevivesse.
“Eu ainda estou vivo esta noite exclusivamente graças a um homem, Loek Hartog, que parou imediatamente (...) e arriscou a própria vida para me retirar do carro”, afirmou Millroy.
Após visitar o colega no hospital, Hartog disse que ficou aliviado ao saber que Millroy estava bem. Ele também afirmou que não considerou sua atitude algo excepcional.
“Quando vi um carro tomado por uma enorme bola de fogo à minha frente, não havia muito o que decidir”, relatou Hartog. “Foi assustador, e houve momentos em que não sabia se conseguiria tirar Ollie de lá.”
O episódio também gerou críticas à segurança da competição. Yin Yu Chen, copiloto da equipe AAI Motorsports, lamentou o acidente e questionou a demora no atendimento.
“A segurança dos pilotos e dos membros das equipes deve sempre vir antes de qualquer outra coisa”, afirmou. Segundo ele, a equipe decidiu deixar o China GT após o ocorrido.
Apesar da gravidade do acidente, Millroy sobreviveu graças ao rápido resgate de Hartog, que interrompeu a própria participação na corrida para prestar socorro ao colega.
Da redação do 40 Graus.