Política IA
Rastro de IA? Planos de Flávio Bolsonaro e ACM Neto repetem expressão apontada como típica de inteligência artificial
O levantamento citado por Lauro Jardim encontra construção semelhante em planos de governo de candidatos nas eleições de 2026.
31/08/2026 17h51
Por: F. Silva Fonte: Da redação do 40 Graus

Um levantamento envolvendo 211 planos de governo de candidatos a presidente e governador encontrou uma coincidência que chamou a atenção da imprensa nacional: seis documentos utilizam a expressão “promessas soltas”.

O caso ganhou destaque na coluna do jornalista Lauro Jardim, de O Globo, publicada neste domingo (30). Segundo o colunista, parte dos candidatos recorreu a uma construção textual considerada típica de conteúdos produzidos por inteligência artificial.

Entre os documentos citados estão os de Flávio Bolsonaro e ACM Neto, dois nomes que disputam protagonismo no cenário político nacional e baiano.

As frases que levantaram suspeitas

No plano de Flávio Bolsonaro, aparece a frase: “Não é uma lista de promessas soltas: é uma jornada.”

Já no documento de ACM Neto, a formulação é: “Não é uma lista de promessas soltas. É uma série de propostas.”

Outro plano, da candidata Doutora Natasha, traz estrutura semelhante: “Este plano não é uma lista de promessas soltas: é um método.” 

Coincidência ou padrão?

O ponto que chamou a atenção do colunista é a repetição da mesma construção argumentativa em documentos eleitorais distintos.

A expressão também aparece nos planos de Álvaro Dias (PL-RN), Felipe Camarão (PT-MA) e Renan Hallais (Missão-PE), segundo a repercussão do levantamento.

A semelhança, porém, não comprova por si só que os candidatos tenham utilizado inteligência artificial para elaborar seus planos. O que existe, segundo o levantamento divulgado, é a identificação de padrões de linguagem semelhantes aos encontrados em textos produzidos por IA.

Mais uma semelhança no radar

A descoberta coloca novamente ACM Neto e Flávio Bolsonaro lado a lado em uma comparação feita pela imprensa nacional.

Desta vez, o ponto de convergência não está em uma aliança política ou em uma declaração pública, mas na linguagem utilizada nos documentos que apresentam suas propostas de governo.

O caso agora entra no radar como mais um episódio envolvendo o uso — ou possível uso — de inteligência artificial na comunicação política durante a corrida eleitoral de 2026.

Da Redação...