Um hábito mantido por cerca de 20 anos terminou em um grave problema de saúde ocular para a norte-americana Sarah Koseki, de 41 anos.
Moradora de Boise, Idaho, Sarah costumava dormir sem retirar a maquiagem dos olhos após sair à noite. O costume começou quando ela tinha cerca de 18 anos.
O caso veio à tona depois que a mulher começou a sofrer episódios de forte dor e lacerações na córnea.
Durante uma viagem ao México, em 2021, Sarah acordou com a sensação de que a pálpebra estava colada ao globo ocular. Ao tentar abrir o olho, sentiu uma dor intensa.
O problema voltou a ocorrer nos meses seguintes. Segundo o relato, as lesões na córnea chegaram a aparecer aproximadamente a cada três meses, deixando a consultora temporariamente sem condições de trabalhar, dirigir ou realizar atividades cotidianas.
Depois de passar por diferentes avaliações, Sarah foi encaminhada a um especialista. Em 2022, recebeu o diagnóstico de disfunção das glândulas de Meibomius (DGM).
Essas pequenas glândulas ficam nas pálpebras e produzem uma camada oleosa que ajuda a proteger a lágrima e evitar o ressecamento da superfície ocular.
Segundo os especialistas ouvidos nas reportagens, o acúmulo de resíduos de maquiagem na região pode contribuir para o bloqueio dessas glândulas e prejudicar sua função.
Sarah contou que, durante anos, utilizou delineador, maquiagem pesada e produtos aplicados na linha d'água.
Ela também dormia de lado, o que, segundo seu próprio relato, poderia favorecer o contato e o acúmulo de maquiagem na região dos olhos.
A norte-americana acredita que a falta de uma rotina adequada de higiene facial antes de dormir contribuiu para o problema.
As crises provocadas pelas lesões na córnea foram descritas por Sarah como incapacitantes.
“Eu preferiria passar por um parto novamente do que ter outra ruptura da córnea”, afirmou a mulher ao relatar a intensidade da dor.
Atualmente, ela evita praticamente toda maquiagem nos olhos e mantém uma rotina diária de cuidados para tentar impedir novas crises.
Entre as medidas estão colírios, limpeza das pálpebras, máscara de calor e pomada ocular. Ela também passou por tratamento com luz pulsada intensa (IPL), que apresentou melhora temporária dos sintomas.
O caso serve como alerta para os riscos de negligenciar a higiene dos olhos.
Especialistas recomendam remover completamente a maquiagem antes de dormir e procurar avaliação oftalmológica diante de sintomas persistentes como ressecamento, ardência, vermelhidão, lacrimejamento ou visão embaçada.
Para Sarah, a conclusão veio tarde.
“Se eu soubesse que isso poderia acontecer, teria criado uma rotina de limpeza facial à noite”, afirmou.
Da redação do 40 Graus.