O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, defendeu nesta sexta-feira (28) o fim da vitaliciedade dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A proposta prevê a criação de mandatos de oito anos para os integrantes da Corte. Após esse período, os ministros deixariam o tribunal e não poderiam retornar ao cargo.
A declaração foi feita durante uma sabatina promovida pela CBN, Valor Econômico e O Globo.
Cury também propôs alterações no processo de indicação dos ministros do STF.
Atualmente, os nomes são indicados pelo presidente da República e precisam ser aprovados pelo Senado Federal.
Pela proposta, entidades ligadas ao Judiciário, Ministério Público e advocacia também participariam da escolha.
Entre as instituições citadas estão a Ajufe, a AMB e a OAB.
“Fim da vitaliciedade. Oito anos e embora, para nunca mais voltar. E os próximos dois ministros não seriam homens, teriam de ser mulheres”, afirmou.
Na área da segurança pública, o candidato defendeu o fortalecimento das forças municipais.
A proposta prevê a integração dessas corporações com as polícias Federal, Militar e Civil, além das forças rodoviárias.
Segundo Cury, os municípios poderiam destinar um efetivo equivalente a 5% da força de trabalho das prefeituras para a segurança.
A estimativa apresentada pelo candidato aponta para a criação de quase 400 mil novos agentes em todo o país.
Cury afirmou que a proposta não prevê simplesmente transformar servidores municipais em policiais.
A ideia, segundo ele, é realizar a contratação de novos agentes, com possibilidade de aproveitamento de servidores excedentes.
Os profissionais passariam por avaliações físicas, intelectuais e emocionais, além de receberem treinamento policial.
O candidato também defendeu que as forças municipais possam atuar armadas, desde que os agentes recebam preparação adequada.
“Não é transformar um funcionário da prefeitura em policial, é contratar novos policiais.”
Da redação do 40 Graus.