A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, no Paraguai, Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como “Jiraiya”, apontado como líder de uma grande rede clandestina de produção e venda de anabolizantes.
Segundo a investigação, o grupo mantinha laboratórios no Distrito Federal, São Paulo, Paraíba, Foz do Iguaçu (PR) e Paraguai. O esquema teria gerado cerca de R$ 500 mil líquidos por mês.
Para dificultar a ação policial, Jiraiya teria mudado constantemente de endereço e utilizado mansões de alto padrão para instalar unidades de produção.
A polícia afirma que os produtos eram fabricados sem controle sanitário, com insumos provenientes de países como Índia, China e Paraguai. A distribuição era feita por funcionários, motoboys e serviços de entrega.
As vendas ocorriam principalmente pelas redes sociais, com perfis no Instagram ligados ao grupo. A organização também teria se aproximado do fisiculturismo, patrocinando atletas e utilizando contatos do setor para divulgar os produtos.
A prisão ocorreu durante a Operação Narciso, que cumpriu 43 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 32 milhões em ativos financeiros.
A operação atingiu oito estados e o Distrito Federal, com apreensão de veículos de luxo, fechamento de estabelecimentos e retirada de sites de venda do ar.
As investigações continuam para identificar outros integrantes e dimensionar o alcance da organização, que também é investigada por envolvimento com medicamentos controlados, produtos veterinários e lavagem de dinheiro.
Da Redação.