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IA pode acrescentar quase R$ 1 trilhão à economia brasileira até 2030
Estudo estima que a inteligência artificial pode elevar o PIB brasileiro em 2,77% até 2030, impulsionando a produtividade em diferentes setores.
14/08/2026 10h53 Atualizada há 1 hora
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Bahia Notícias

A inteligência artificial (IA) pode acrescentar R$ 986,7 bilhões à economia brasileira entre 2027 e 2030, segundo estudo do Reglab, encomendado pela OpenAI.

O valor corresponde a um aumento estimado de 2,77% no PIB, ou cerca de 0,69 ponto percentual por ano.

Do impacto total, 65% viriam do aumento da produtividade dos trabalhadores, enquanto os outros 35% seriam resultado da incorporação da tecnologia a máquinas, equipamentos e outros ativos produtivos.

Indústria deve ter maior ganho

A indústria de transformação concentraria o maior benefício, com ganho estimado em R$ 264 bilhões. Em seguida aparecem outras atividades de serviços, com R$ 165 bilhões, e o comércio, com R$ 131 bilhões.

Na agropecuária, o ganho de R$ 48 bilhões seria principalmente resultado do uso de equipamentos inteligentes, drones e sensores.

Já setores como finanças, comunicação e administração pública teriam ganhos principalmente pela maior produtividade dos profissionais, que poderiam realizar tarefas como análise de documentos e produção de código em menos tempo.

Projeção é considerada conservadora

O estudo adapta ao Brasil uma metodologia desenvolvida pelo economista Daron Acemoglu para estimar os efeitos da IA na economia dos Estados Unidos.

Como o Brasil não possui uma base detalhada sobre as tarefas realizadas por cada profissão, o Reglab cruzou dados americanos com ocupações da PNAD Contínua, do IBGE.

Segundo o estudo, essa limitação pode fazer com que os resultados sejam conservadores, já que novas profissões e atividades criadas pela IA ainda não podem ser plenamente consideradas.

Adoção dependerá de investimentos

A incorporação da tecnologia deve ocorrer de forma gradual. Até 2030, o modelo prevê o aproveitamento de 66% do potencial relacionado ao trabalho e 62% daquele ligado ao capital.

Entre os principais obstáculos estão crédito caro, infraestrutura insuficiente, diferenças entre empresas e falta de qualificação.

Outras projeções também apontam ganhos relevantes, mas apresentam números diferentes devido às metodologias utilizadas. O FMI, por exemplo, estimou aumento de cerca de 5% na produção brasileira no longo prazo, enquanto a PwC projetou um impacto de até 13% no PIB até 2035.

O estudo reforça que os resultados são potenciais. Para transformar esse cenário em crescimento real, o Brasil precisará investir em conectividade, requalificação profissional, apoio às pequenas empresas, crédito e regras previsíveis.

Da redação do 40 Graus.