O ex-deputado Marcelino Gallo criticou as gestões de ACM Neto e Bruno Reis após levantamento no Portal da Transparência apontar que empresas investigadas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) continuaram recebendo recursos da Prefeitura de Salvador.
Segundo os dados, os pagamentos realizados após a operação somam R$ 132.530. As empresas são investigadas por suposto envolvimento em um esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro.
“Essa é a moralidade de fachada do grupo de ACM Neto e Bruno Reis”, afirmou Gallo.
Gallo lembrou que, após a operação que afastou judicialmente o então secretário Luciano Sandes, o prefeito Bruno Reis teria anunciado o cancelamento dos contratos com as empresas investigadas.
Segundo o ex-deputado, porém, os registros no Portal da Transparência mostram que os pagamentos continuaram.
A Podium Distribuidora recebeu sete pagamentos da Prefeitura após a operação. Já a G3 Polaris recebeu três repasses, que totalizaram R$ 19.743.
De acordo com o MP-BA, as empresas fariam parte de um grupo que teria atuado de forma coordenada em licitações públicas.
Além delas, são investigadas a LN Distribuidora, WLSP Logística e MP2 Construções.
Segundo a investigação, as cinco empresas receberam juntas mais de R$ 321 milhões em contratos com a Prefeitura de Salvador entre 2015 e 2026.
O MP-BA apura um suposto esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro que teria atravessado as gestões de ACM Neto e Bruno Reis.
As investigações apontam ainda para a participação de empresários, servidores públicos e agentes políticos. As responsabilidades individuais dos envolvidos ainda dependem da conclusão das apurações e das decisões da Justiça.
Da Redação.