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Açúcar avança nas bolsas internacionais com preocupação sobre oferta global
Clima, valorização do real e alta dos preços na Índia sustentam as cotações; mercado físico brasileiro também registra recuperação, enquanto o etanol recua.
06/08/2026 13h15
Por: F. Silva Fonte: Portal do Agronegócio

O mercado internacional do açúcar encerrou a quarta-feira (5) em alta nas principais bolsas mundiais, impulsionado pelas preocupações com a oferta global da commodity. As atenções dos investidores permanecem voltadas às condições de clima nos principais países produtores, à valorização do real frente ao dólar e ao avanço dos preços na Índia, fatores que reforçam a expectativa de um possível déficit mundial nos próximos meses.

Na bolsa de Nova York, os contratos do açúcar bruto fecharam em alta. O vencimento para outubro de 2026 avançou 0,73%, encerrando o dia a 15,15 cents por libra-peso. Em Londres, o açúcar branco também registrou ganhos, acompanhando o movimento positivo observado desde o início da semana.

A valorização do real reduziu a competitividade das exportações brasileiras, contribuindo para limitar a oferta no mercado internacional. Ao mesmo tempo, os preços recordes do açúcar na Índia fortaleceram as expectativas de menor disponibilidade da commodity, enquanto as previsões climáticas seguem cercadas de incertezas.

Além da Índia, o fenômeno El Niño continua no radar do mercado. Os possíveis impactos sobre a produção no Brasil, na Índia e na Tailândia são acompanhados de perto, já que podem afetar a produtividade dos canaviais e influenciar a próxima safra.

No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq mostrou recuperação do açúcar cristal. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 92,47, com alta de 0,63% no dia e valorização acumulada de 1,06% em agosto. Apesar da melhora, as negociações seguem em ritmo moderado.

Em sentido contrário, o etanol hidratado voltou a recuar em Paulínia (SP). O indicador diário apontou preço de R$ 2.133,50 por metro cúbico, queda de 0,37% em relação ao pregão anterior, embora o biocombustível ainda acumule leve alta no mês.

A combinação entre menor expectativa de oferta, oscilações do clima e comportamento do câmbio mantém o mercado atento às próximas movimentações. A tendência é de que a volatilidade permaneça elevada nas próximas semanas, acompanhando a evolução da produção, da demanda e das condições climáticas nos principais países produtores.

Da Redação.