Há 81 anos, em 6 de agosto de 1945, a cidade japonesa de Hiroshima foi palco do primeiro ataque com uma bomba atômica da história. Às 8h15, os Estados Unidos lançaram a Little Boy, provocando uma explosão que destruiu grande parte da cidade em segundos e mudou para sempre os rumos da humanidade.
Naquele momento, a Segunda Guerra Mundial já havia terminado na Europa, mas o conflito continuava no Pacífico. Diante da resistência do Japão em aceitar a rendição incondicional, o governo do presidente Harry Truman decidiu utilizar a arma desenvolvida pelo Projeto Manhattan, programa secreto que criou o primeiro armamento nuclear.
Lançada pelo bombardeiro Enola Gay, a bomba explodiu cerca de 600 metros acima do solo após 43 segundos de queda.
A detonação gerou uma onda de calor e destruição que devastou um raio de aproximadamente dois quilômetros. Cerca de 70 mil pessoas morreram imediatamente, enquanto milhares ficaram feridas ou expostas à intensa radiação.
Nos meses seguintes, a chamada chuva negra, carregada de cinzas e material radioativo, agravou a tragédia. Até o fim de 1945, o número de mortos ultrapassava 130 mil, enquanto milhares de sobreviventes desenvolveram doenças como câncer e leucemia.
Três dias depois, em 9 de agosto, os Estados Unidos lançaram uma segunda bomba sobre Nagasaki. Poucos dias depois, o imperador Hirohito anunciou a rendição japonesa, encerrando a participação do país na guerra. A capitulação oficial foi assinada em 2 de setembro de 1945.
Mais de oito décadas depois, Hiroshima permanece como um símbolo mundial da paz e dos impactos devastadores das armas nucleares. Reconstruída, a cidade preserva memoriais que lembram a tragédia e reforçam a importância da busca por um mundo livre da ameaça nuclear.
Da Redação.