A apenas três dias do fim do prazo das convenções partidárias, dois dos cinco principais candidatos à Presidência da República ainda não definiram os nomes que irão compor suas chapas como vice-presidente. As convenções podem ser realizadas até 5 de agosto, enquanto o registro das candidaturas no TSE deve ocorrer até 15 de agosto.
Os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) seguem em negociação com outras legendas na tentativa de ampliar alianças políticas antes da oficialização das chapas.
Já o presidente Lula (PT) disputará a reeleição ao lado do atual vice, Geraldo Alckmin (PSB), repetindo a chapa vencedora de 2022. O governador Ronaldo Caiado (PSD) terá como vice o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, enquanto Renan Santos (Missão) concorrerá ao lado de Aroldo Medina, em uma chapa formada exclusivamente por integrantes da legenda.
A escolha do vice faz parte da estratégia das campanhas para ampliar alianças, conquistar novos segmentos do eleitorado e fortalecer a presença política durante a disputa eleitoral.
Na campanha de Flávio Bolsonaro, a prioridade é encontrar uma mulher para compor a chapa. A senadora Tereza Cristina chegou a ser cogitada, mas o PP optou por manter neutralidade na eleição presidencial. Também são citados os nomes da ex-presidente da Caixa, Daniela Marques, e da deputada Renata Abreu, embora Republicanos e Podemos também indiquem neutralidade.
No Novo, Romeu Zema tentou atrair nomes de fora da legenda, como o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa e o empresário Geraldo Rufino, mas as negociações não avançaram. Com isso, cresce a possibilidade de o partido lançar uma chapa formada apenas por filiados.
Enquanto isso, PT, PSD e Missão já encerraram as definições para a disputa presidencial, concentrando esforços na campanha que será oficialmente iniciada após o registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral.
Da Redação.