Polícia Caso Matsunaga
Advogado da família Matsunaga rebate uma nova narrativa sobre Elize: “Ela não seria morta”
A defesa da família de Marcos afirma que documentários distorcem o caso e sustenta que o crime foi premeditado, com base em provas apresentadas no julgamento.
01/08/2026 20h36
Por: F. Silva Fonte: Com informações do BNews

Em meio ao debate sobre os altos índices de feminicídio no Brasil, Elize Matsunaga passou a ser vista por parte do público como “a mulher que matou antes de ser morta”. A interpretação, reforçada por produções audiovisuais, foi contestada pelo advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, representante da família de Marcos Matsunaga, que classificou essa versão como uma narrativa criada pela defesa da condenada. 

Segundo D’Urso, não havia qualquer indício de que Elize corria risco de vida. Ele afirmou que, durante o júri, testemunhas descreveram Marcos como um marido atencioso e que a própria ré negou episódios de violência durante o relacionamento.

Em 2016, ela foi condenada a 16 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver, após matar e esquartejar o empresário. 

O advogado também sustenta que o crime foi premeditado. Entre os elementos apontados pela acusação estão consultas sobre um possível divórcio, a contratação de detetives para comprovar a traição, a compra de uma serra elétrica dias antes do assassinato e tentativas de enganar a família da vítima após o desaparecimento de Marcos. Esses fatos, segundo ele, reforçaram a tese apresentada durante o julgamento. 

Da Redação.