A cidade espanhola de Ceuta, no norte da África, enfrenta uma nova crise migratória após a chegada de mais de 49 mil migrantes em apenas 24 horas. Diante do aumento do fluxo, o governo da Espanha enviou militares para reforçar a segurança na fronteira com o Marrocos.
Segundo o Ministério do Interior espanhol, a maioria dos recém-chegados é formada por jovens marroquinos, além de famílias e crianças. Os centros de acolhimento já operavam próximos do limite antes da nova onda de entradas.
A travessia também deixou ao menos 24 mortos, de acordo com a agência EFE. As vítimas foram encontradas no mar pelas forças de segurança. A rota entre o norte da África e a Espanha é considerada uma das mais perigosas para quem tenta chegar ao continente europeu.
Grande parte dos migrantes entrou em Ceuta nadando ao redor da praia de Tarajal, enquanto outros cruzaram os espigões costeiros ou tentaram ultrapassar as cercas que separam os dois territórios.
As autoridades espanholas investigam as causas do aumento do fluxo. Há suspeitas da atuação de redes de tráfico de pessoas, mas, até o momento, não existem indícios de participação do governo marroquino.
Os imigrantes serão identificados e encaminhados para centros de acolhimento. Quem solicitar proteção internacional terá o pedido analisado pelas autoridades espanholas, enquanto os demais poderão ser devolvidos ao Marrocos conforme os acordos bilaterais e a legislação vigente.
Da Redação.