Política Ângelo Coronel
Angelo Coronel registra candidatura ao Senado; Paraguai prepara repúdio a fala de Lula
Senador baiano declarou patrimônio de R$ 5,32 milhões e terá Marcelo Guimarães Filho e Edylene Ferreira como suplentes; governo paraguaio reagirá às declarações do presidente brasileiro sobre a Guerra da Tríplice Aliança.
30/07/2026 17h48
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Bahia Notícias

O senador Angelo Coronel (Republicanos) formalizou nesta quinta-feira (30) o registro de sua candidatura à reeleição ao Senado Federal pela Bahia nas Eleições de 2026.

Os dados do parlamentar já foram inseridos no sistema da Justiça Eleitoral e aparecem com o status de “aguardando julgamento”.

Nesta etapa, a documentação apresentada pelo candidato é analisada pela Justiça Eleitoral para verificar se atende aos requisitos legais.

Natural de Coração de Maria, no Portal do Sertão, Angelo Mário Coronel de Azevedo Martins tem 68 anos e é engenheiro civil formado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Atualmente, o senador também é um dos defensores da candidatura de ACM Neto ao governo da Bahia.

No painel do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Coronel declarou patrimônio de R$ 5,32 milhões.

O valor representa uma leve redução em relação a 2018, quando ele foi eleito senador pelo PSD e declarou R$ 5,66 milhões em bens.

Entre os principais itens declarados estão R$ 3,1 milhões em participações societárias de empresas.

O candidato também informou possuir a Fazenda Novo Horizonte, uma propriedade rural localizada em Utinga, na Chapada Diamantina, avaliada em R$ 250 mil.

Além disso, foram declaradas contas bancárias e investimentos no Brasil e no exterior.

Coronel também informou possuir R$ 265 mil em dinheiro vivo, considerando valores próprios e de sua cônjuge.

Para a disputa ao Senado, a chapa terá Marcelo Guimarães Filho (Podemos) como primeiro suplente.

Empresário e ex-presidente do Bahia, Guimarães Filho poderá assumir a vaga caso Coronel precise se afastar do cargo.

A segunda suplente será Edylene Ferreira (Republicanos), médica e vereadora de Serrinha.

Na autodeclaração apresentada à Justiça Eleitoral, Angelo Coronel se identificou como branco.

Até o momento, o painel oficial do TSE registra apenas dois dos cinco principais postulantes ao Senado pela Bahia: João Roma (PL) e o próprio Angelo Coronel.

Enquanto a disputa eleitoral na Bahia começa a ganhar forma, uma crise diplomática envolvendo Brasil e Paraguai também ganhou destaque nesta quinta-feira.

O embaixador brasileiro em Assunção, José Antonio Marcondes de Carvalho, deve receber nesta sexta-feira (31) uma nota de repúdio do governo paraguaio.

A medida será uma resposta às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a Guerra da Tríplice Aliança.

A fala ocorreu na sexta-feira passada (24), durante uma visita de Lula à empresa de defesa Avibras Aeroco, em Jacareí (SP).

Na ocasião, o presidente defendeu que as Forças Armadas brasileiras estejam “bem preparadas e treinadas” diante de possíveis conflitos internacionais.

Lula citou a Guerra da Tríplice Aliança e afirmou que o Paraguai havia decidido invadir o Brasil, além de mencionar a invasão do Uruguai e da Argentina.

As declarações provocaram reação imediata no Paraguai.

O ministro das Relações Exteriores do país, Rubén Ramírez Lezcano, afirmou nesta quinta-feira (30) que o governo do presidente Santiago Peña defenderá os interesses paraguaios.

Apesar da tensão, o chanceler destacou que Brasil e Paraguai mantêm uma relação estratégica.

Segundo ele, os dois países possuem interesses comuns em áreas como comércio, integração física, investimentos e segurança regional.

Antes da manifestação do governo paraguaio, o presidente da Câmara dos Deputados do país, Raúl Latorre, já havia criticado Lula.

Em comunicado divulgado no domingo (26), Latorre classificou a declaração como “leviandade” diante do que considera a maior tragédia da história do Paraguai.

A senadora paraguaia Esperanza Martínez também reagiu às declarações.

Ela afirmou que a fala de Lula reproduz uma visão ligada ao imperialismo e à política histórica de dominação e abuso das elites brasileiras contra o Paraguai.

O episódio ampliou a repercussão política e diplomática das declarações e deve continuar sendo acompanhado pelos governos dos dois países.

Da Redação.