Política Justiça
Justiça afasta Luciano Sandes, ex-secretário de ACM Neto e Bruno Reis, alvo de investigação do MP
Afastado por decisão judicial, secretário é apontado pelo Ministério Público como peça central em suposto esquema envolvendo contratos públicos e atuação nas prefeituras-bairro de Salvador.
18/07/2026 13h58
Por: F. Silva Fonte: Da Redação do 40 Graus

O secretário Luciano Sandes, que integrou as gestões de ACM Neto e Bruno Reis, foi afastado pela Justiça nesta semana.

Segundo o Ministério Público, ele teria desempenhado papel estratégico na coordenação das prefeituras-bairro, estruturas apontadas por vereadores da oposição como importantes instrumentos de articulação política em Salvador.

De acordo com relatos de parlamentares, as prefeituras-bairro teriam sido distribuídas entre vereadores da base do prefeito.

Essas estruturas concentram cargos, contratos, equipamentos, veículos e serviços de manutenção, fortalecendo a atuação política dos aliados do Executivo.

Entre os exemplos citados estão as unidades de Cajazeiras, Itapuã, Barra/Pituba, Subúrbio/Ilhas e Centro/Brotas, cada uma vinculada a diferentes vereadores da base governista.

Um servidor da Câmara Municipal, que pediu anonimato por receio de represálias, afirmou que a cidade teria sido "fatiada" entre aliados políticos.

Segundo ele, muitos serviços dependeriam da influência de vereadores, enquanto Sandes seria o principal articulador do modelo, garantindo vantagens eleitorais e administrativas ao grupo.

Na operação que resultou no afastamento de Sandes e do vereador Gordinho da Favela, o MP afirma ter identificado uma suposta organização criminosa em atuação há cerca de dez anos.

A investigação aponta a existência de núcleos empresarial, operacional e de agentes públicos, com uso de licitações supostamente fraudadas para favorecer empresas ligadas ao mesmo grupo econômico.

Ainda conforme o Ministério Público, Sandes teria facilitado a permanência das empresas investigadas em contratos da administração municipal.

Segundo o MP, ele também teria influenciado a liberação de pagamentos e a aprovação de aditivos contratuais. As investigações seguem em andamento, e os citados têm direito ao contraditório e à ampla defesa.

Da Redação.