O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou nesta terça-feira (7) que a Polícia Federal (PF) ouça, no prazo de até 10 dias, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito que investiga a suposta prática do crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Lula) (PT).
A investigação foi aberta em abril deste ano, após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). O caso tem como base uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X, em 3 de janeiro, na qual o senador associou Lula ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e afirmou: "Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo".
No relatório final, a Polícia Federal concluiu que a publicação atribuiu falsamente ao presidente os crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro, o que, em tese, caracteriza o crime de calúnia. Diante da conclusão, a PGR pediu o retorno dos autos à PF para o interrogatório do senador, solicitação acolhida por Alexandre de Moraes.
Antes da nova decisão, a defesa de Flávio Bolsonaro havia solicitado diligências complementares no inquérito, mas os pedidos foram rejeitados pelo ministro em junho. Após o depoimento, a Polícia Federal deverá encaminhar novamente o caso ao Supremo Tribunal Federal para continuidade da investigação.
Da Redação...