Polícia Deolane
Deolane Bezerra e Marcola são denunciados por suposta lavagem de dinheiro ligada ao PCC
Ministério Público de São Paulo acusa seis pessoas de integrar esquema que teria movimentado recursos ilícitos da facção criminosa entre 2018 e 2025.
10/06/2026 21h02
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Metro1

O Ministério Público de São Paulo denunciou seis pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os denunciados estão a advogada e influenciadora Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelas autoridades como líder da facção.

De acordo com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), o grupo mantinha uma estrutura financeira destinada à ocultação, dissimulação e reinserção na economia formal de recursos de origem ilícita. O esquema teria operado entre 2018 e 2025 por meio de uma transportadora administrada por Ciro Cesar Lemos, que já possui condenação por participação em organização criminosa.

Segundo a investigação, Deolane recebeu depósitos fracionados provenientes da empresa, utilizando contas próprias para ocultar a origem dos valores. O MP afirma que a influenciadora planejava reestruturar suas empresas e transferi-las para fundos sediados no exterior, o que, segundo a acusação, serviria para ampliar as operações de lavagem de dinheiro envolvendo recursos de integrantes do PCC.

A defesa da advogada informou que não teve acesso à denúncia e negou qualquer envolvimento de sua cliente com organização criminosa ou prática de crimes. Deolane permanece presa e teve um pedido de habeas corpus negado pela Justiça nesta terça-feira (9).

Já a defesa de Marcola argumenta que o detento está em presídio de segurança máxima desde 2019, o que tornaria inviável sua participação direta no suposto esquema investigado. Preso desde 1999, Marcola continua sendo apontado pelas autoridades como figura central nas operações da facção, exercendo influência por meio de advogados, familiares, outros detentos e redes clandestinas de comunicação.

As informações foram divulgadas com base em dados da Agência Brasil e da investigação conduzida pelo Ministério Público paulista.

Da redação...