Polícia Necrotério
Atendente de necrotério é preso suspeito de transferir R$ 7 mil da conta de homem morto em Santos
O caso é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo.
10/06/2026 10h05
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Portal Meio Norte

Um atendente de necrotério, de 36 anos, foi preso preventivamente suspeito de utilizar o celular de um homem morto para realizar uma transferência via Pix de R$ 7 mil para a própria conta bancária, em Santos, no litoral de São Paulo. O caso é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo.

A vítima morreu na madrugada do dia 15 de maio após sofrer um acidente de motocicleta na Avenida Mário Covas, em Santos. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o motociclista perdeu o controle da direção e colidiu contra um poste de iluminação pública. Após o acidente, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da cidade.

A suspeita veio à tona quando a viúva tentou encerrar a conta bancária do marido, no dia 24 de maio. Durante o procedimento, ela identificou uma transferência de R$ 7 mil realizada horas após a morte da vítima.

Ao verificar os dados do destinatário, a mulher constatou que o beneficiário da transferência era um funcionário do IML de Santos. Segundo o boletim de ocorrência, o corpo do motociclista chegou ao instituto por volta das 3h26 do dia do acidente.

Um comprovante obtido pela imprensa aponta que a transação foi realizada às 6h49, quando a vítima já havia falecido. Diante da descoberta, a viúva procurou a polícia e registrou a denúncia.

Ainda segundo a mulher, familiares estiveram no IML por volta das 9h em busca de informações sobre a vítima. O reconhecimento oficial do corpo ocorreu às 11h, momento em que o celular do motociclista foi devolvido à família. Conforme o relato, o aparelho apresentava sinais de danos e aparentava estar quebrado.

Após conseguir acessar o telefone, a viúva percebeu que mensagens e arquivos de mídia do WhatsApp haviam sido apagados. Ela também verificou que a última atividade registrada no aplicativo ocorreu às 8h22 do dia da morte do marido, o que levantou suspeitas sobre quem teve acesso ao aparelho após o falecimento.

A SSP-SP informou que a Corregedoria da Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão preventiva do suspeito na última segunda-feira (8). O caso foi inicialmente registrado no 3º Distrito Policial de Santos e posteriormente encaminhado ao setor responsável pela investigação.

As apurações envolvem suspeitas dos crimes de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios probatórios. Os investigadores buscam esclarecer as circunstâncias da transferência bancária e eventual utilização indevida do celular da vítima.

Em nota, a Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) informou que acompanha o caso e ressaltou que não compactua com desvios de conduta por parte de servidores. O órgão afirmou ainda que adota medidas administrativas e disciplinares sempre que irregularidades são identificadas.

O caso segue sob investigação da Corregedoria da Polícia Civil.

Da Redação...