Eduardo Bolsonaro voltou a chamar atenção ao sugerir, em entrevista ao TMZ News, que o Brasil poderia negociar a substituição do PIX pelo Zelle, sistema de pagamentos utilizado nos Estados Unidos.
A proposta soa curiosa. Afinal, se os norte-americanos utilizam o Zelle, por que os brasileiros não poderiam continuar usando o PIX, criado pelo Banco Central do Brasil e amplamente adotado pela população?
Segundo Eduardo, haveria espaço para levar o tema a uma mesa de negociações e discutir uma possível troca entre os sistemas. - E qual seria a necessidade?
A ideia, porém, provocou estranhamento. Para muitos, defender a substituição de uma solução nacional por uma estrangeira parece menos uma negociação e mais uma liquidação.
O detalhe é que o Zelle nem sequer possui a mesma abrangência do PIX. Nos Estados Unidos, o sistema não é adotado por todas as instituições financeiras e as transferências podem levar mais tempo para serem concluídas. - O que mais Eduardo tem para botar na mesa de negociação?
Mas as sugestões não pararam por aí. Eduardo também mencionou a possibilidade de negociar recursos estratégicos brasileiros, como terras raras e manganês, com os Estados Unidos.
Diante disso, fica a pergunta: se já há quem queira trocar o PIX, o que virá depois? Em tempos de propostas inusitadas, alguns brasileiros começam a se perguntar se o próximo item da lista de negociações não será o próprio patrimônio nacional.
Da Redação do 40 Graus.