O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), respondeu às críticas feitas pelo pré-candidato ao governo, ACM Neto, sobre a educação baiana. Segundo o parlamentar, o ex-prefeito de Salvador não tem autoridade para questionar a política educacional do estado.
“Quem deixou Salvador com a pior taxa de alfabetização infantil entre as capitais brasileiras não tem o direito de apontar o dedo para ninguém”, afirmou Rosemberg.
O deputado também cobrou explicações sobre promessas de construção de creches que, segundo ele, não foram cumpridas durante a gestão de ACM Neto. Ele citou o programa Pé na Escola, que terceirizou parte do ensino infantil e é alvo de investigação do Ministério Público Federal (MPF), por suposta falta de transparência nos contratos.
Ao comentar a proposta de alinhamento da educação ao mercado de trabalho, Rosemberg Pinto fez novas críticas ao adversário político. Para ele, a iniciativa estaria mais relacionada a interesses privados do que ao fortalecimento do ensino público.
Em defesa da gestão estadual, o parlamentar destacou o avanço da Bahia no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O indicador do ensino médio estadual passou de 3,2, em 2019, para 3,7, em 2023.
Segundo o deputado, a rede estadual conta atualmente com 681 escolas de tempo integral, atendendo cerca de 133 mil estudantes. Ele ressaltou ainda que o modelo recebeu reconhecimento do Ministério da Educação (MEC).
O governo estadual prevê a inauguração de mais 95 unidades de tempo integral em 2026, com investimentos de R$ 9,5 bilhões entre 2023 e 2025. A Bahia também aparece entre os estados com maior número de inscritos no Enem e de estudantes ingressando no ensino superior.
Para Rosemberg, as críticas direcionadas ao governador Jerônimo Rodrigues têm caráter eleitoral e não refletem os indicadores educacionais do estado.
“Os números do Ideb, do Enem e das escolas entregues falam por si. O debate é legítimo, mas exige honestidade. Quem não construiu o que prometeu não pode cobrar de quem está construindo”, concluiu.
Da Redação do 40 Graus.