Brasil IDHM
Brasil alcança maior IDHM da história e entra em patamar de “Muito Alto Desenvolvimento Humano”
Índice chegou a 0,805 em 2024; avanço na educação e impacto do Bolsa Família foram destacados pelo PNUD.
26/05/2026 20h59
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Portal Meio Norte

O Brasil atingiu, em 2024, o maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) da sua história, alcançando 0,805 em uma escala que varia de zero a 1. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (26), em Brasília, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Com o novo índice, o país passou a integrar oficialmente o grupo de nações com “Muito Alto Desenvolvimento Humano”, classificação destinada a países que atingem índice igual ou superior a 0,800.

O destaque do levantamento foi o avanço na educação, que saltou de 0,679 para 0,798 desde 2012. Os dados fazem parte do relatório “Radar IDHM: Evolução do IDHM e de Seus Componentes, Período de 2012 a 2024”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o resultado e afirmou que o desempenho é reflexo de políticas públicas voltadas para educação, renda e qualidade de vida.

“Pela primeira vez na história, o Brasil alcança o patamar mais elevado do Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM)”, declarou Lula.

Segundo o presidente, o avanço representa o impacto de “escolhas políticas consistentes e coordenadas” nos indicadores de educação, longevidade e renda.

Durante o lançamento do relatório, o ministro Wellington Dias destacou a redução das desigualdades sociais e o combate à fome como fatores importantes para o crescimento do índice.

Bolsa Família teve papel decisivo

De acordo com o PNUD, o programa Bolsa Família teve papel fundamental na melhora do IDHM, principalmente na área da educação.

A coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD no Brasil, Betina Barbosa, afirmou que o programa ajuda a retirar crianças do trabalho infantil e garantir a permanência delas na escola.

“O programa Bolsa Família retira uma quantidade enorme de crianças do mundo do trabalho e dá a elas a condição da escola”, afirmou Betina Barbosa.

O programa exige que crianças e adolescentes beneficiários estejam matriculados e frequentem regularmente a escola. A frequência mínima varia entre 60% e 75%, dependendo da faixa etária.

Além da educação, o Bolsa Família também estabelece exigências na área da saúde, como vacinação em dia, acompanhamento nutricional infantil e realização do pré-natal por gestantes.

Da Redação...