O Tribunal de Justiça de São Paulo negou, neste domingo (24), o pedido de habeas corpus em caráter liminar apresentado pela defesa da influenciadora Deolane Bezerra contra sua prisão preventiva. A decisão foi tomada um dia após o ministro Flávio Dino rejeitar uma solicitação de prisão domiciliar.
Com a negativa, a equipe jurídica da influenciadora informou que aguarda o julgamento do mérito do pedido e avalia recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Deolane Bezerra foi presa preventivamente na última quinta-feira (21), durante uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A influenciadora está detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista. Ela nega as acusações e afirma que recebeu R$ 24 mil de um cliente por um serviço prestado como advogada.
O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo, afirmou que as investigações da operação Vérnix identificaram uma relação “direta e íntima” entre Deolane Bezerra e integrantes da cúpula do PCC.
Segundo o promotor, a influenciadora teria proximidade com Paloma Camacho, sobrinha de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como principal líder da facção criminosa.
A polícia tentou prender Paloma Camacho na Espanha na última quinta-feira (21), mas ela não foi localizada e passou a ser considerada foragida.
Da Redação...