A Anvisa retirou da pauta desta terça-feira (13) o julgamento sobre o recolhimento de parte dos produtos de limpeza da Ypê. A análise, que vai decidir se a suspensão será mantida ou derrubada, foi remarcada para sexta-feira (15).
No último dia 7, a agência determinou o recolhimento de detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes de todos os lotes com numeração final 1 produzidos pela fábrica da empresa em Amparo, no interior de São Paulo. Segundo a Anvisa, foram identificadas falhas no controle de qualidade. Apesar da decisão ter sido suspensa automaticamente após recurso da fabricante, a própria Ypê informou que interrompeu a produção na unidade para realizar ajustes.
Em reunião realizada na sede da Anvisa na terça-feira (12), representantes da empresa afirmaram que 239 medidas corretivas estão em andamento para atender às exigências da vigilância sanitária. A fabricante também declarou ter alterado o sistema de tratamento de água utilizado na produção dos produtos líquidos após fiscalização feita em novembro de 2025 identificar contaminação bacteriana.
O caso gerou repercussão política nas redes sociais. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou uma foto com produtos da marca, enquanto o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo, saiu em defesa da empresa. Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou vídeos que associam a ação da agência a perseguição política e destacou que as medidas contaram com participação da vigilância sanitária paulista e de áreas técnicas da própria Anvisa.
Em novembro do ano passado, a agência já havia determinado o recolhimento de 14 lotes de produtos da fabricante após a detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa em lava-roupas líquidos. A reincidência das falhas motivou as novas sanções aplicadas contra a empresa.
Da Redação...