Em cumprimento à determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), a direção da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu nesta terça-feira (12) afastar o deputado Thiago Rangel, preso desde a última semana durante uma operação da Polícia Federal.
Além do afastamento do parlamentar, a Mesa Diretora da Casa também determinou a exoneração dos funcionários ligados ao gabinete do deputado. A decisão foi tomada após reunião entre o presidente da Alerj, Douglas Ruas, e integrantes da direção da Assembleia.
Thiago Rangel foi preso na última terça-feira (5), durante um desdobramento da Operação Unha e Carne, conduzida pela PF. A ação teve autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Na decisão, Moraes determinou o afastamento do deputado de todas as funções públicas “enquanto durar a investigação criminal”.
Posteriormente, a Primeira Turma do Supremo confirmou, de forma unânime, a decisão do ministro e manteve a prisão do parlamentar. O colegiado também definiu que a Alerj não poderia votar sobre a manutenção ou eventual revogação da prisão.
Segundo as investigações da Polícia Federal, Thiago Rangel é apontado como um dos articuladores de um esquema de fraudes em contratos da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro.
De acordo com a corporação, o deputado teria utilizado sua influência política no norte fluminense para direcionar acordos e beneficiar contratos investigados pela operação.
Da Redação...