Polícia Ed Motta
Ed Motta depõe à polícia após confusão em restaurante no Rio
Cantor afirma ter se sentido “desprestigiado” após cobrança de taxa de rolha; funcionários relatam ofensas xenofóbicas durante discussão.
12/05/2026 17h22
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Metro1

O cantor Ed Motta afirmou em depoimento à 15ª DP que se sentiu “chateado” e “desprestigiado” após ser cobrado pela taxa de rolha no restaurante Grado, localizado no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. O episódio ocorreu no último dia 2 e terminou em confusão dentro do estabelecimento.

Segundo o depoimento obtido pelo g1, o artista relatou que frequenta o restaurante há cerca de nove anos e que costumava levar suas próprias garrafas de vinho sem cobrança adicional. Na noite da discussão, porém, a casa decidiu aplicar a cobrança em razão do número de pessoas presentes na mesa.

Ed Motta afirmou que reclamou diretamente com o gerente após ser informado sobre a taxa e disse ter ficado “extremamente chateado” com a situação. Ainda conforme o relato prestado à polícia, o cantor declarou: “Nunca mais volto aqui”.

O músico também comentou o momento em que arremessou uma cadeira dentro do salão. Segundo ele, o gesto ocorreu “sob influência da emoção” e sem intenção de atingir qualquer pessoa.

“Ainda sob influência da emoção, pegou uma cadeira e arremessou-a ao chão, sem a intenção de acertar ninguém”, diz trecho do depoimento.

Funcionários do restaurante, no entanto, apresentaram uma versão diferente à investigação. Um empregado afirmou que o cantor teria feito ofensas xenofóbicas durante a discussão e se referido ao barman como “paraíba”.

De acordo com o relato, Ed Motta teria dito frases como: “Nunca vi esse babaca rindo. Está sempre de mal com a vida, esse paraíba”. Em seguida, ainda segundo o funcionário, o cantor declarou: “Vou embora antes que eu faça alguma coisa com um desses paraíbas” e “Cambada de paraíba”.

O depoimento também aponta que o artista encerrou a discussão dizendo: “Vai tomar no c* seu filho da put* paraíba”. O cantor negou ter ofendido funcionários e afirmou à polícia que não praticou injúria preconceituosa.

Além da investigação por injúria por preconceito, a polícia também apura possíveis agressões ocorridas durante a briga. Um amigo do cantor é investigado por lesão corporal após denúncias de que frequentadores do restaurante teriam sido atingidos com um soco e uma garrafa.

A delegada Daniela Terra informou que novas testemunhas ainda serão ouvidas nos próximos dias, enquanto o caso segue sob investigação.

Da Redação...