A cidade de Turilândia, na região da Baixada Maranhense, viveu uma noite de intensa movimentação na segunda-feira (12), após a decisão da Justiça que determinou a soltura do prefeito afastado Paulo Curió. O gestor estava preso havia quase cinco meses sob acusação de integrar um suposto esquema de corrupção que teria provocado prejuízo superior a R$ 56 milhões aos cofres públicos municipais.
A liberação do prefeito provocou uma grande mobilização de apoiadores pelas ruas da cidade. Vídeos divulgados nas redes sociais — inclusive em perfis ligados ao próprio Paulo Curió — mostram carreatas, motociclistas, fogos de artifício e grupos comemorando a decisão judicial. O clima foi de festa em diversas ruas, praças e avenidas de Turilândia, em um cenário que também reacendeu discussões sobre impunidade e responsabilidade na gestão pública.
Apesar da soltura, Paulo Curió segue afastado da administração municipal. Atualmente, a prefeitura continua sendo comandada por um interventor nomeado pelo Governo do Maranhão, com autorização da Assembleia Legislativa, para exercer a função inicialmente pelo período de 180 dias.
O caso segue gerando forte repercussão entre os moradores, principalmente porque o prefeito responde a acusações consideradas graves pelo Ministério Público do Maranhão. Para parte da população, a celebração popular contrasta com a dimensão das denúncias que envolvem supostos desvios milionários de recursos públicos.
Segundo o Ministério Público, Paulo Curió — nome de batismo José Paulo Dantas Silva Neto — foi denunciado juntamente com outras nove pessoas por participação em uma suposta organização criminosa investigada pelas autoridades estaduais. De acordo com as investigações, o grupo teria causado danos milionários aos cofres do município, sendo o prefeito apontado como líder do esquema.
Também foram denunciados:
Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, esposa de Paulo Curió;
Tânya Karla Cardoso Mendes Mendonça;
Janaína Soares Lima, ex-vice-prefeita de Turilândia;
Domingos Sávio Fonseca Silva, pai do prefeito;
Marcel Everton Dantas Filho;
Taily de Jesus Everton Silva Amorim;
José Paulo Dantas Filho;
Ritalice Souza Abreu Dantas;
Jander Silvério Amorim Pereira.
As prisões ocorreram durante a Operação Tântalo II, deflagrada em 22 de dezembro pelo Gaeco — Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas, órgão ligado ao Ministério Público do Maranhão.
Os denunciados deverão responder judicialmente pelos crimes investigados no esquema que apura supostos desvios, fraudes e irregularidades na administração pública de Turilândia. Enquanto a Justiça analisa o andamento do processo, o caso continua dividindo opiniões entre moradores e ampliando o debate sobre ética, fiscalização e confiança na política local.
Da Redação do 40 Graus.