A pequena Cohutta, no estado da Georgia, enfrentou uma grave crise institucional após o prefeito Ron Shinnick determinar a demissão de todos os integrantes do departamento de polícia local.
A medida atingiu o chefe da corporação e cerca de dez agentes, deixando a cidade temporariamente sem efetivo próprio de segurança.
Em um aviso afixado nas ruas, a prefeitura informou que o departamento havia sido dissolvido e orientou os moradores a acionarem o Escritório do Xerife do Condado de Whitfield em caso de emergência. Segundo o prefeito, a decisão foi motivada por publicações feitas por policiais nas redes sociais.
O ex-sargento Jeremy May, porém, afirmou à emissora WRCB-TV que as demissões teriam ocorrido após reclamações feitas contra Pam Shinnick, esposa do prefeito e então secretária municipal.
De acordo com May, os policiais cobravam maior transparência na administração pública e acabaram sendo afastados em uma suposta “vingança pessoal”.
A situação provocou forte repercussão entre os habitantes da cidade, que possui aproximadamente 930 habitantes e fica a cerca de 160 quilômetros de Atlanta, próxima à divisa com o Tennessee.
Em uma reunião extraordinária marcada por intensa mobilização popular, o conselho municipal anulou a decisão do prefeito, determinou a imediata reintegração dos policiais e autorizou o pagamento retroativo dos salários referentes ao período de afastamento.
O vice-prefeito Shane Kornberg assumiu a condução da sessão após Ron Shinnick deixar o encontro durante uma discussão sobre possíveis implicações legais.
O advogado da cidade, Bryan Rayburn, informou que as demissões desrespeitaram o estatuto municipal, que exige aviso prévio de 30 dias para suspensão ou remoção de servidores públicos.
Além de restaurar oficialmente o departamento de polícia, os vereadores aprovaram uma medida que impede novas demissões dos agentes pelos próximos 30 dias.
Da Redação...