O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu manter o senador Jacques Wagner na liderança do governo no Senado Federal, mesmo após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A derrota no Senado, onde Messias obteve apenas 34 votos — abaixo dos 41 necessários para a aprovação — gerou repercussão nos bastidores políticos e abriu espaço para especulações sobre falhas na articulação do governo.
Parte dessas análises apontou críticas à atuação de Wagner, enquanto outras versões sugeriram ausência de mobilização eficaz por parte do Palácio do Planalto.
Também circularam rumores de que integrantes do próprio Judiciário teriam atuado contra a indicação. No entanto, a imprensa nacional destaca o papel do senador Davi Alcolumbre como principal articulador contrário à aprovação de Messias - isso porque queria Rodrigo Pacheco.
Diante das especulações, Lula convocou uma reunião no Palácio do Planalto com Wagner, Messias, o deputado José Guimarães e o ministro da Defesa José Múcio Monteiro. O encontro buscou alinhar informações e conter ruídos internos.
Aliado histórico de Lula há mais de quatro décadas, Wagner foi alvo de insinuações sobre possível traição, hipótese considerada improvável por interlocutores próximos ao governo.
A avaliação predominante é de que, embora possa ter havido falhas na articulação política, não há indícios de deslealdade.
Um vídeo que circulou nos bastidores reforçou a percepção de que o resultado já estava definido previamente. Nele, Alcolumbre aparece indicando a Wagner que a indicação de Messias seria derrotada por uma margem de oito votos, sugerindo que o Senado já tinha posição consolidada antes da votação — o que teria surpreendido o governo federal.
Apesar do revés, a permanência de Wagner na liderança sinaliza a manutenção da confiança de Lula em seu principal articulador no Senado.
Da redação do 40 Graus.