A cinebiografia “Michael”, que retrata a trajetória de Michael Jackson, estreou com números impressionantes e já se consolidou como a maior abertura mundial do gênero. Em seu primeiro fim de semana, o longa arrecadou US$ 97 milhões nos Estados Unidos e US$ 217 milhões globalmente — cerca de R$ 1,1 bilhão —, segundo dados divulgados pela BBC.
Dirigido por Antoine Fuqua, conhecido por sucessos como Dia de Treinamento e a franquia O Protetor, ambos estrelados por Denzel Washington, o filme traz Jaafar Jackson no papel principal. A atuação do jovem chamou atenção do público, especialmente pela semelhança física com o cantor.
O sucesso do longa ultrapassou as salas de cinema e alcançou as redes sociais, onde o nome de Michael Jackson figurou entre os assuntos mais comentados. O interesse renovado pelo artista também mobilizou uma nova geração de fãs, muitos dos quais não acompanharam sua carreira de perto.
Na Salvador, por exemplo, a repercussão inspirou iniciativas criativas, como o Concurso de Sósias realizado no Shopping Center Lapa. O evento reuniu 15 participantes e premiou o vencedor, Bruno Albano, com um ano de cinema gratuito.
Apesar do desempenho expressivo nas bilheterias, a produção não foi bem recebida pela crítica especializada. No site Rotten Tomatoes, o filme registrou apenas 39% de aprovação entre críticos.
As principais críticas apontam para uma abordagem considerada “higienizada” da vida do artista, deixando de lado polêmicas e aspectos mais controversos de sua trajetória. O roteiro também foi alvo de questionamentos por apresentar saltos temporais e uma narrativa vista como superficial.
Durante a produção, o filme enfrentou limitações legais que impediram a abordagem de temas sensíveis, como as acusações de abuso sexual envolvendo o cantor — episódios que nunca foram comprovados judicialmente.
Se por um lado a crítica torceu o nariz, o público demonstrou entusiasmo. Ainda no Rotten Tomatoes, a aprovação da audiência chegou a 97% nos primeiros dias após a estreia.
O debate ganhou novos contornos quando a cineasta indiana Farah Khan, ligada à indústria conhecida como Bollywood, elogiou a produção e afirmou que Jaafar Jackson merece um Oscar de Melhor Ator.
O filme acompanha a trajetória de Michael Jackson desde o sucesso com o grupo Jackson 5, nos anos 1960, até sua carreira solo. Sequências musicais recriam momentos marcantes, como o lançamento do álbum Thriller e o sucesso da canção Beat It.
Mesmo diante das críticas, o entusiasmo do público indica que o legado do artista permanece forte. O sucesso comercial já motivou o estúdio a planejar uma sequência, reforçando que, décadas depois de seu auge, Michael Jackson continua relevante — tanto para quem viveu sua época quanto para as novas gerações.
Da Redação...