A Bahia se destaca como o estado do Nordeste com o maior volume de apreensões em operações de combate ao garimpo ilegal, segundo dados da Polícia Federal (PF). Entre 2023 e 2025, o valor total dos bens confiscados no estado chega a aproximadamente R$ 22 milhões, colocando a Bahia na 6ª posição entre as 25 unidades da federação analisadas.
O montante expressivo é resultado de ações estratégicas realizadas em 12 municípios baianos. Um dos casos de maior impacto ocorreu em Lauro de Freitas, onde uma operação apreendeu minérios contrabandeados e extraídos ilegalmente, avaliados em mais de R$ 15,6 milhões.
Levantamento realizado pelo Bahia Notícias, com base em dados das forças de segurança, detalha os valores e os tipos de materiais apreendidos em cada uma das cidades envolvidas. Entre os itens confiscados estão barras de ouro, diamantes, gemas e outras pedras preciosas, além de automóveis de luxo, tratores, máquinas de carga, apartamentos e outros imóveis.
Apesar dos resultados, as investigações seguem em andamento. Atualmente, a Polícia Federal conduz 65 inquéritos criminais relacionados ao garimpo ilegal na Bahia, indicando que o cenário ainda exige atenção constante das autoridades.
Comparativo nacional
No cenário regional, a Bahia apresenta desempenho isolado, superando estados como Ceará, com R$ 605 mil em apreensões, e Piauí, com R$ 164 mil.
Já no ranking nacional, o estado aparece atrás apenas de regiões com forte tradição na atividade mineral, como Minas Gerais — líder com R$ 558 milhões —, além de Pará, Amazonas, Mato Grosso e Roraima.
Entre 2011 e 2025, as ações de repressão ao garimpo ilegal no Brasil causaram prejuízos estimados em cerca de R$ 1 bilhão às organizações criminosas. Nesse contexto, a Bahia também supera Goiás, que ocupa a sétima posição no levantamento da Polícia Federal.
Da Redação...