Durante entrevista à Rádio Metropole nesta segunda-feira (27), o ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), negou qualquer divergência com o senador Jaques Wagner (PT-BA) e classificou como infundadas as especulações sobre um possível racha no grupo político.
Segundo Rui, os rumores são propagados por adversários. “Quem difunde isso são os ‘meninos riquinhos’. A relação deles não é de líderes, mas de pessoas que têm chefes e se consideram empregados”, afirmou. Ele criticou o que chamou de visão hierárquica da política e destacou que, no seu grupo, as decisões são construídas coletivamente. “Do lado de cá não tem chefe. Tem pessoas que têm opiniões, que conversam, nem sempre têm a mesma opinião e chegam a um denominador comum”, completou.
O ex-governador reforçou que ele e Wagner atuarão juntos durante a campanha eleitoral. “Quem apostar em qualquer diferença na campanha entre mim e Wagner vai se dar mal, porque vamos fazer juntos. Os dois [pré-candidatos ao Senado] de Lula na Bahia”, declarou.
Ao comentar o cenário político mais amplo, Rui Costa afirmou que a definição de adversários contribui para o posicionamento do grupo, destacando que nomes da oposição já manifestaram apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Rui também respondeu a declarações recentes do senador Angelo Coronel (PSD-BA), relembrando o apoio que recebeu em eleições passadas. “Em 2018, o povo não queria votar nele e a gente fazia apelo. Hoje ele diz que não conseguiu digitar 13 para Lula; para mim também deve não ter conseguido”, disse. “Como alguém que foi eleito com esse esforço diz isso depois?”, questionou.
De acordo com Rui Costa, esse tipo de posicionamento ajuda a trazer mais clareza para as decisões políticas dentro do grupo.
Da Redação...