O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, afirmou que a sigla precisa adotar uma postura mais humilde para se aproximar de segmentos importantes da sociedade, como os evangélicos — especialmente a juventude cristã — e os motoristas de aplicativo. A declaração foi feita durante o 8º Congresso Nacional do PT, realizado em Brasília.
Segundo Edinho, o partido não deve reagir de forma negativa quando encontra resistência ao diálogo. “Não podemos ser reativos quando a juventude evangélica diz que não quer conversar conosco. Temos que ter humildade e perguntar por que isso acontece”, afirmou. Ele também ressaltou que o PT não deve se irritar com as periferias ou com trabalhadores que deixam de apoiar a sigla.
O dirigente destacou ainda a importância de compreender o afastamento da chamada nova classe trabalhadora. “Quando os motoristas de aplicativo se revoltam conosco, isso gera indignação, mas precisamos ter humildade para entender onde estamos errando”, disse.
Edinho Silva reforçou que ouvir a sociedade, especialmente aqueles que não se identificam com o partido, é essencial para reverter o cenário político. Para ele, a irritação diante das críticas pode gerar o efeito contrário ao desejado, ampliando o distanciamento entre o PT e o eleitorado.
Durante o discurso, o presidente do partido também questionou a falta de reconhecimento popular em relação ao atual governo federal. “É inegável que a conjuntura está difícil. Mas como isso acontece se temos o governo mais exitoso da história, com o maior volume de obras? Talvez as respostas sejam diversas, mas a ação é uma só: conversar com o povo brasileiro”, afirmou.
Por fim, Edinho fez uma autocrítica ao partido ao apontar que parte da militância tem priorizado debates nas redes sociais, deixando de lado a atuação direta nos territórios. Segundo ele, é necessário retomar a presença junto à população para fortalecer o diálogo e reconquistar a confiança de diferentes setores da sociedade.
Da Redação...