Na sessão da última quarta-feira (22), na Câmara Municipal de Barreiras, a vereadora Carmélia da Mata utilizou a tribuna da câmara para comentar sobre o reajuste concedido aos servidores públicos do município. Segundo ela, o aumento salarial tem origem numa determinação do governo federal, sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e não deve ser interpretado como um benefício concedido pela administração local.
Durante o seu discurso, a parlamentar relembrou episódios de tensão entre os servidores e gestões anteriores, especialmente no período do ex-prefeito Zito Barbosa, que atualmente é pré-candidato a deputado federal.
Carmélia citou situações em que trabalhadores teriam sido reprimidos com o uso de spray de pimenta durante as manifestações, classificando o tratamento como truculento. Em tom crítico a vereadora afirmou que a Câmara já foi palco de medidas prejudiciais à categoria, como a descaracterização de planos de cargos e salários.
A vereadora também ressaltou que, apesar do clima atual mais tranquilo na aprovação do reajuste — já previsto para ser implantado ainda neste mês de abril —, o fato não representa necessariamente um avanço estrutural na valorização dos servidores.
Para Carmélia, trata-se apenas do cumprimento de uma obrigação legal, encaminhada ao Legislativo para votação, como determina o processo institucional.
Carmélia, que destacou a sua atuação histórica como sindicalista, afirmou acompanhar de perto a relação entre os servidores e o poder público ao longo dos anos.
Mesmo com a ausência de conflitos recentes durante a tramitação dos reajustes, ela fez críticas à atual gestão municipal, liderada pelo prefeito Otoniel Teixeira, afirmando que ainda há falhas na valorização efetiva dos trabalhadores.
O episódio evidencia que, embora o reajuste tenha sido aprovado sem maiores embates, ainda persistem os questionamentos sobre a forma de como os servidores públicos são tratados ao longo das diferentes administrações — levantando dúvidas se a tranquilidade atual representa, de fato, uma mudança de postura ou apenas o cumprimento mínimo das exigências legais.
Da redação do 40 Graus.