A escritora e professora Márcia Tiburi relembrou episódios de perseguição e ameaças sofridos ao longo de 2018, período que, segundo ela, marcou intensamente sua trajetória pessoal e profissional. As declarações foram dadas em entrevista ao Jornal da Cidade, da Rádio Metrópole.
De acordo com Tiburi, os ataques tiveram início após sua participação em uma entrevista com o deputado Kim Kataguiri. “No dia seguinte começou uma campanha de difamação muito grande contra mim”, afirmou.
A filósofa relatou que, a partir desse episódio, passou a enfrentar uma série de ações coordenadas, tanto nas redes sociais quanto em espaços públicos. “As minhas redes sociais foram invadidas, eu fui ameaçada de morte o ano inteiro de 2018”, disse.
Ela atribui a repercussão à utilização de sua imagem em disputas políticas e ideológicas. “Eu me tornei um objeto do ódio da extrema-direita, porque eu sou mulher, porque eu sou feminista, porque eu falo o que penso”, declarou.
Tiburi também destacou que já vinha sendo alvo de críticas e ataques desde o lançamento de seu livro Como Conversar com um Fascista, publicado em 2015.
Durante a entrevista, a escritora comentou ainda sobre a decisão de deixar o Brasil em meio às ameaças. Segundo ela, houve apoio de instituições internacionais. “Eu fui convidada para sair do Brasil e acabei sendo protegida por diversas instituições estrangeiras”, explicou.
Apesar da acolhida no exterior, Tiburi classificou o período fora do país como difícil. “Foi terrível”, afirmou, acrescentando que sempre teve o desejo de retornar ao Brasil para continuar sua atuação no cenário nacional.
Da Redação...