A Bahia, reconhecida historicamente pela forte influência das religiões de matriz africana em sua cultura, ocupa a quarta posição entre os estados brasileiros com maior proporção de adeptos do candomblé e da umbanda. Os dados são do Censo 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o levantamento, cerca de 1% da população baiana com mais de 10 anos se declara seguidora dessas religiões. O estado fica atrás do Rio Grande do Sul, que lidera o ranking com 3,19%, seguido pelo Rio de Janeiro (2,58%) e São Paulo (1,47%).
Na outra ponta, o Tocantins registra a menor proporção de praticantes. Nenhum estado da Região Norte alcança ao menos 0,5% da população vinculada ao candomblé ou à umbanda. Em nível nacional, os adeptos dessas religiões também representam cerca de 1% da população.
O estudo do IBGE também destaca o perfil educacional dos praticantes. Os seguidores de religiões de matriz africana estão entre os grupos com maior nível de escolaridade no país: 25,5% possuem ensino superior completo, ficando atrás apenas dos espíritas, que lideram com 48%.
Entre aqueles que ainda cursam o ensino superior, esse grupo ocupa a primeira posição proporcional, com 39,9%. Já entre os que não concluíram o ensino médio, os praticantes aparecem na segunda colocação, com 14,7%.
Em relação ao perfil étnico-racial, 42,9% dos adeptos se autodeclaram brancos, enquanto 33,2% são pardos e 23,2% pretos. Ao somar pretos e pardos, os dados indicam que 56,6% dos praticantes são negros. Pessoas amarelas e indígenas representam menos de 0,3% do total.
Apesar da relevância histórica e cultural das religiões de matriz africana, o catolicismo ainda é predominante na Bahia, reunindo 57% da população. Em seguida aparecem os evangélicos, que correspondem a mais de 23% dos baianos.
Da Redação...