A Meta comunicou internamente, na última quinta-feira (23), a demissão de cerca de 8 mil funcionários, o que representa aproximadamente 10% de sua força de trabalho. Além dos desligamentos, a companhia também decidiu eliminar outras 6 mil vagas que ainda estavam abertas.
A medida faz parte de uma estratégia de reestruturação com o objetivo de tornar a empresa mais eficiente diante dos elevados investimentos, principalmente na área de inteligência artificial (IA). Em comunicado interno, a diretora de recursos humanos, Janelle Gale, afirmou que a decisão busca equilibrar custos e manter a competitividade do grupo.
De acordo com dados recentes, a Meta encerrou o ano de 2025 com cerca de 78 mil funcionários. Nos últimos anos, a empresa vinha em expansão, registrando crescimento significativo no número de colaboradores entre 2023 e 2025.
Esta, no entanto, não é a primeira rodada de cortes. Em 2022, a empresa já havia demitido cerca de 11 mil pessoas, seguida por uma nova redução de aproximadamente 10 mil postos em 2023.
Impacto da inteligência artificial
Embora a companhia não tenha atribuído diretamente as demissões ao avanço da inteligência artificial, o CEO Mark Zuckerberg já havia sinalizado mudanças no modelo de trabalho. Segundo ele, o progresso tecnológico tem permitido que tarefas antes executadas por grandes equipes sejam realizadas por um número menor de profissionais.
A declaração evidencia o impacto crescente da IA na dinâmica das empresas de tecnologia, com tendência de equipes mais enxutas e maior automação de processos.
Investimentos bilionários em tecnologia
Paralelamente à redução do quadro de funcionários, a Meta segue ampliando seus investimentos em tecnologia. A empresa planeja destinar entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em 2026 para fortalecer sua infraestrutura voltada à inteligência artificial.
Entre as iniciativas estão a aquisição de chips e a expansão de centros de dados. Recentemente, a companhia firmou um acordo com a AMD para a compra de milhões de unidades, em um negócio estimado em pelo menos US$ 60 bilhões.
O movimento reforça a aposta da Meta na inteligência artificial como eixo central de crescimento, mesmo diante de ajustes significativos em sua estrutura de pessoal.
Da redação do 40 Graus.